A pressão de Ratinho Jr (PSD) para que o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), a renunciar ao mandato e concorrer ao cargo de governador do Paraná em outubro aumentou. O assédio, segundo apurou a reportagem, começou nos últimos dias, depois de Ratinho desistir da campanha presidencial e de ver o PL fechar um acordo com seu principal adversário na disputa pelo comando do estado, o senador Sergio Moro.
Sem candidato definido à beira dos prazos definidos para desincompatibilização e mudança de partidos, o grupo de Ratinho corre para consertar os erros de articulação cometidos até aqui. O plano A de Ratinho, de fazer decolar a candidatura de Guto Silva (PSD), não decolou. Caso Eduardo não tope o plano B, restará ao governador recorrer a um dos dois pré-candidatos que vinha desdenhando até então: o ex-prefeito Rafael Greca (MDB) ou o deputado Alexandre Curi (PSD).
O grupo mais próximo a Pimentel tem dito para o prefeito não ceder ao assédio de Ratinho. Abrir mão da prefeitura com mais dois anos e meio de mandato pela frente, sem falar na possibilidade de reeleição, é visto como uma insanidade. Além disso, Pimentel nem é tão próximo de seu vice, Paulo Martins (Novo), um bolsonarista raiz que assumiria o mandato nesse caso, com chances de se reeleger.
Uma das críticas que vem sendo feita à articulação de Ratinho é que, em caso de derrota, o grupo que ele comanda terá perdido todas as instâncias de poder a que podia ter pretensões: a Presidência, já que ele não será candidato; o governo, que pode ficar nas mãos de Moro; e a Prefeitura, já embora seja próximo de Ratinho Paulo Martins tem mais ligação hoje com a extrema-direita bolsonarista.