O deputado estadual Renato Freitas declarou apoio ao deputado federal Zeca Dirceu, no processo de eleições diretas (PED) do Partido dos Trabalhadores (PT). Zeca concorre o segundo turno da presidência do partido no Estado contra o atual presidente, deputado estadual Arilson Chiorato.
Zeca Dirceu tem adotado um discurso que fala em aproximação com as bases e tenta renovar a liderança no Paraná. No primeiro turno, o deputado teve 7.616 votos contra 7.190 votos de Chiorato, que agora conta com apoio do deputado federal Tadeu Veneri.
Longe das bases
Freitas fez duras críticas ao grupo de que lidera o PT no Paraná atualmente e disse que as decisões vêm de cima para baixo. “A militância não tem voz”, criticou.
Renato Freitas está no PT desde 2017 e já esteve em outros momentos, entre 2004 e 2006, e, embora seja um dos quadros mais valiosos do partido, afirma ter sido “abandonado” pela direção partidária em vários momentos.
“Quando fui acusado de invadir a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, em Curitiba, tive que lutar sozinho contra a mentira. Contei com as pessoas da base, da quebrada, mas não com o comando do partido. A direção municipal, a estadual e a nacional me jogaram na fogueira. Preferiram acreditar no MBL a defender um de seus militantes que estava sendo atacado por lutar pela vida” dispara.
Outro momento citado pelo deputado estadual foi quando denunciou o então presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSD). “Fui novamente abandonado pela direção do PT, que inclusive não orientou que os deputados do partido assinassem o meu pedido de CPI para investigação de Traiano na Alep”, lembra.
Arilson Chiorato
Além de Veneri, que foi terceiro colocado no primeiro turno, Arilson também tem apoio das correntes Democracia Socialista (DS), Diálogo e Ação Petista (DAP) e Militância Socialista (MS).

Ele também conta com apoio da ministra Gleisi Hoffmann e dos demais colegas deputados da Alep.
O segundo turno do PED acontece no dia 27 de julho em todas as regiões do Paraná e vai definir os rumos do PT no Estado não só internamente, quanto para as próximas eleições.