Nesta quarta-feira (28) Renato Freitas (PT) organizou uma ‘posse popular’ em frente à Câmara de Vereadores de Curitiba antes de reassumir o mandato, que deve acontecer somente na próxima semana.
O petista conquistou no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de voltar à Casa de Leis depois do processo ético-disciplinar que levou à cassação por conta do caso da Igreja do Rosário.
A decisão foi dada em caráter liminar pelo ministro Luís Roberto Barroso, sem julgar o mérito da questão, entendeu que a Câmara de Curitiba descumpriu a lei no que se refere ao prazo regimental para tramitação do processo, como já havia apontado a defesa de Freitas.
O documento foi publicado na sexta-feira (23), porém, antes mesmo de ser notificada, a Câmara já declarou que vai recorrer da decisão, conforme declarou o presidente Tico Kuzma (PROS).
Barroso também embasou sua decisão no racismo estrutural, que também norteou o voto de muitos vereadores que optaram por cassar o colega (veja a lista no fim do texto).
Discurso
“O poder está apodrecido. O poder é que nem estrume. Se ficar acumulado gera doenças e parasitas [apontando para o plenário da Câmara]”, disse Renato aos apoiadores durante o evento.
“Eu ali dentro mostrei quem é o povo. E eles se assustaram porque perceberam que a gente está disposto a bater de frente. Que a gente chegou com fé na luta e com pé no chão (...) eles entram com o pé e quando colocam o outro pé já estão pensando em reeleição. Quando sentam na cadeira já estão pensando num cargo maior”, criticou.
Eleições
Renato Freitas, após recuperar o mandato, também garantiu sua candidatura para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que acontece no domingo (02).
Esta é a segunda vez que Freitas tentará ser deputado estadual. A primeira foi em 2018, quando também concorreu pelo PT e obteve cerca de 15 mil votos.
Veja quem votou na cassação ilegal
Autores da denúncia
Eder Borges (PP)
Pier Petruzziello (PP)
Osias Moraes (Republicanos)
Pastor Marciano Alves (Solidariedade)
Votaram a favor
Alexandre Leprevost (Solidariedade)
Amália Tortato (Novo)
Beto Moraes (PSD)
Denian Couto (Pode)
Ezequias Barros (PMB)
Flávia Francischini (União)
Hernani (PSB)
Indiara Barbosa (Novo)
João da 5 Irmãos (União)
Jornalista Márcio Barros (PSD)
Leonidas Dias (Solidariedade)
Marcelo Fachinello (PSC)
Mauro Bobato (Pode)
Mauro Ignácio (União)
Noemia Rocha (MDB)
Nori Seto (PP)
Oscalino do Povo (PP)
Sargento Tânia Guerreiro (União)
Serginho do Posto (União)
Sidnei Toaldo (Patriota)
Tico Kuzma (Pros)
Tito Zeglin (PDT)
Toninho da Farmácia (União)
Zezinho Sabará (União)
Votaram contra a cassação
Carol Dartora (PT)
Dalton Borba (PDT)
Herivelto Oliveira (Cidadania)
Marcos Vieira (PDT)
Maria Letícia (PV)
Professora Josete (PT)
Professor Euler (MDB)
Abstenção
Salles do Fazendinha (DC)