O segundo dia de votação na consulta para que as escolas decidam se vão aderir ao programa Parceiro da Escola, neste sábado (7), foi marcado por muita chuva e pouca participação. Pouco mais de 5 mil pessoas teriam votado até o fim do dia, de acordo com balanço divulgado com o Governo do Paraná. Com isso, embora dois terços do prazo da consulta já tenham se passado, apenas 23,5% da comunidade escolar envolvida de manifestou até o momento.
O processo de consulta a pais, mães, professores, funcionários e alunos maiores de idade acaba na segunda-feira (9), e a expectativa do governo Ratinho Jr. (PSD) era de que 86 mil das 100 mil pessoas envolvidas dessem seus votos. Apesar de ter até aqui menos de um terço da meta, o secretário da Educação, Roni Miranda, disse manter o otimismo de que os 86% serão atingidos até a segunda-feira.
No primeiro dia de consulta, no sábado, quando cerca de 18 mil pessoas votaram, foi marcado por tentativas do Governo do Paraná de censurar a comunidade e denúncias de irregularidades feitas tanto pela comunidade quanto pela APP-Sindicato, que representa as professoras, professores e funcionários das escolas estaduais do Paraná.
De acordo com o governo, apenas seis das 200 escolas onde a consulta está sendo realizada já tinham até este sábado o quórum mínimo exigido para que a votação seja validada. As urnas serão reabertas na segunda-feira pela manhã e ficarão em funcionamento até as 20h30.
O governo Ratinho tenta repassar a administrar dessas 200 escolas para a iniciativa privada. A direção e a gestão seriam assumidas por empresas, cabendo aos professores apenas o trabalho em sala de aula. A APP-Sindicato e especialistas em educação se posicionam frontalmente contra o projeto, que é considerado um retrocesso educacional.
O Plural mostrou que na licitação do programa, o consórcio Salta, liderado pelo bilionário Jorge Paulo Lemann, venceu todos os 15 lotes oferecidos pelo governo. No entanto, há um limite de cinco lotes por instituição, e o grupo precisará escolher em quais regiões atuará.