O novo modelo de estação de ônibus que a Prefeitura de Curitiba pretende inaugurar nos próximos meses promete resolver boa parte dos problemas que mais incomodavam a população nas tradicionais estações-tubo, menos um: ainda não haverá banheiro à disposição nem do público nem dos cobradores.
As estações novas, que estão sendo chamadas de "Prismas", serão colocadas inicialmente no trajeto do Inter 2. Ao contrário do antigo modelo em forma de tubo, tem ângulos retos e lembram uma espécie de contêiner de vidro. Por enquanto, serão 38 estações do gênero ao longo do percurso do Inter 2, linha mais movimentada da cidade.
O principal problema que poderá ser resolvido é o do conforto térmico. As estações-tubo são verdadeiros congeladores no inverno, especialmente quando há vento frio: sem paredes, os tubos se tornam túneis de ar gelado. E no verão, são quentes demais. Agora, haverá portas para barrar o vento e as estações contarão com ar-condicionado.

Outra boa novidade são os painéis solares para produção de energia (o que deve tornar viável o ar-condicionado, por exemplo). A prefeitura diz ainda que haverá "áreas de convivência, calçadas acessíveis, pontos de locação de bicicletas compartilhadas e parada de carros de aplicativo são algumas das funcionalidades previstas".
O problema do banheiro, no entanto, persiste. Os cobradores terão onde tomar água (hoje, é comum que eles saiam correndo das estações para abastecer garrafinhas em hidrantes da Sanepar, por exemplo).
Mas não terão como ir ao banheiro durante seu turno, e terão de contar com a ajuda de comerciantes do entorno, o que nem sempre é fácil Além disso, durante esses períodos, a estação muitas vezes ficam sem ninguém responsável por atender os passageiros.