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Tribunal de Contas dá 24 horas para Sesp explicar contrato com a Celepar

A pedido do conselheiro Fábio Camargo, governo de Ratinho Jr também terá que explicar a suposta intenção de contratar o Serpro

Tribunal de Contas dá 24 horas para Sesp explicar contrato com a Celepar
A Celepar, próxima estatal que pode ser vendida pelo governo de Ratinho Júnior / Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
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O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) quer que a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) preste informações até o final da tarde desta quarta-feira (25 de fevereiro) sobre um contrato com a Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) no âmbito da desestatização da companhia. O contrato no valor de R$ 438.706.992,08 foi assinado no dia 5 de fevereiro, com vigência de 60 meses.

O TCE também solicitou informações sobre o processo administrativo que trataria da contratação da nuvem de serviços do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), para onde seriam transferidos os dados da segurança pública. A informação sobre a contratação do Serpro foi fornecida pelo próprio governo de Ratinho Júnior (PSD) ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

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As informações foram solicitadas pela Sexta Inspetoria de Controle Externo (6ª ICE) do TCE, que tem como superintendente o conselheiro Fábio Camargo. O leilão de privatização da Celepar estava marcado para o dia 17 de março, mas foi suspenso no último domingo (22) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo PT e pelo PSOL contra a lei estadual que autorizou a desestatização.

Segundo o TCE, o contrato da Sesp com a Celepar prevê a prestação de serviços presenciais e remotos, de natureza contínua, essenciais para garantir a continuidade das operações da pasta, incluindo armazenamento, hospedagem e gestão de dados de infraestrutura.

Fábio Camargo chegou a suspender a privatização em janeiro, mas a medida cautelar foi derrubada pelo TJPR. O processo que analisa possíveis riscos decorrentes da privatização da Celepar ainda não foi concluído pelo Tribunal.

Leia o que já foi publicado sobre a privatização da Celepar

José Marcos Lopes

José Marcos Lopes

Jornalista formado pela UFPR.

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