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Vale ler "Damasco". E vale muito ir no lançamento

Itiban faz nesta quinta lançamento de livro de quadrinho com a presença dos autores, Lielson Zeni e Alexandre Lourenço

Vale ler "Damasco". E vale muito ir no lançamento
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Às vezes eu tenho impressão que a gente enrola demais pra dizer o principal nesses textos de jornal sobre cultura. Olha, moça, ou moço: se você entrou aqui provavelmente quer saber antes de mais nada se vale a pena comprar/ler o livrinho de que estamos falando, no caso o “Damasco”.

Então, vamos lá com a resposta antes de mais nada. Sim, você dificilmente vai se arrepender de gastar uns tostões e um pouquinho do seu tempo com esse livro. E, sim, se você puder, vai ser bem legal também ir no evento de lançamento na Itiban nesta quinta (22) - tem as informações direitinho no final do texto.

Agora, claro, você lê o resto se quiser. Ufa, mais prático assim, né?

E como eu estou numa onda de “respeito total ao leitor”, vou fazer isso aqui em tópicos pra explicar o porquê de eu ter curtido tanto esse livro.

1- Lielson escreve demais

Eu já conheço o Lielson faz um tempo. Acho que ele não é de Curitiba, mas estudou aqui, fez aula com o meu irmão. Mas a gente se esbarrou mesmo foi fazendo livros juntos. Eu como tradutor, ele como chefe, editando as coisas. E, rapaz, como o texto dele faz diferença. Eu li um livro que ele editou também, chama “Sabor Amargo”, que saiu pela Darkside, e só digo que se eu tivesse uma editora ia botar esse menino pra trabalhar na hora.

2- A história é super

Quando foi lançar o “Damasco”, o Lielson me disse, modesto que é, que estava lançando um gibi. Parece que era uma coisinha pequena e sem pretensões. Nada. Baita livro bonito, grande, com capa dura, todo um cuidado gráfico. E, principalmente, com uma história pra contar. O livro trata de um sujeito que se vê todo dia imerso nessa gosma que às vezes toma conta da gente: a vida banal, repetitiva, sem gosto, sem perspectiva. E decide um dia que vai sumir. Assim, tipo, sumir mesmo. Nem pra namorada, a única pessoa legal que tem em volta, ele deixa explicação. Só some. Uma metáfora legal e que em nenhum momento escorrega pro piegas ou pro modernoso.

3- O traço do Alexandre

O Alexandre eu não conheço, mas já respeito pacas. Ele fez a coisa com um gosto, uma dedicação… Caprichoso mesmo. Tudo cheio de detalhes. Características físicas que mudam um pouquinho e criam uma mudança de leitura. Jogos entre preto e branco e uma única cor que inventam um jeito de narrar. E aquilo que os desenhistas chamam, acho eu, de economia no traço. Supimpa de verdade.

4- O que não é dito

O livro tem uma coisa meio de não contar tudo. O Alexandre e o Lielson sabem que você é uma leitora esperta, um leitor maroto, e que não precisa que fique dando mil pistas. Até o final é meio aberto, e tudo bem. Porque o bacana não é saber tudo mesmo. É a delicadeza de te deixar preencher o resto com a tua imaginação.

5- Quadrinho faz bem pra cabeça

Eu nunca fui muito do quadrinho, mas de um tempo pra cá tenho mudado de ideia. E ler livros bem feitos e sutis e interessantes como os desses meninos me faz pensar que eu devia há muito tempo ter deixado de bobagem e me enfiado um pouco mais nesse mundo. Se você sofre do mesmo mal que eu sofria, recomendo demais o “Damasco” como porta de entrada pra esse mundo.

E olha, se quiser ler um texto de uma jornalista mais responsável sobre o tema, é só clicar aqui.

Serviço
Lançamento de "Damasco", com presença dos autores.
Nesta quinta-feira (22/02), às 19h, na Itiban Comic Shop (Avenida Silva Jardim, 845 – Rebouças). Outras informações por WhatsApp (41) 3232 5367, ou aqui.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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