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Veja quem são os deputados que podem relatar caso de Traiano

Processo contra presidente da Assembleia será distribuído no início de janeiro

Veja quem são os deputados que podem relatar caso de Traiano
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O ano de 2024 começa com a expectativa do que pode acontecer com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSD). Após a revelação de que Traiano confessou ter recebido uma propina de R$ 100 mil, o Conselho de Ética da Assembleia terá de resolver se irá ou não punir o deputado por quebra de decoro parlamentar.

A denúncia ao Conselho de Ética foi feita por Renato Freitas (PT), que entrou em rota de colisão com Traiano quando o presidente cortou sua palavra numa sessão plenária. Renato acusou Traiano de corrupto e foi enviado para o Conselho de Ética. Em sua defesa, apresentou provas da corrupção: um caso de propina em que o presidente cobrou para renovar o contrato da TV Icaraí com a TV Assembleia e que levou a um acordo de não persecução penal com o Ministério Público.

Em tese, Traiano pode ser cassado pelos deputados. Para isso, porém, seriam necessários três passos: um relatório a favor da perda do mandato; a aprovação do relatório no Conselho de Ética; e a aprovação da cassação em plenário. Com Traiano ainda na Presidência e tendo margem de manobra para oferecer manobras aos deputados, a tendência é de que as coisas não tomem esse caminho.

No Conselho de Ética, o presidente Delegado Jacovós (PL) afirma que escolherá o relator na primeira semana depois do recesso, a partir de 5 de fevereiro. Há três opções, já que ele próprio, como presidente, e Renato Freitas, como denunciante, embora façam parte do Conselho, não podem relatar o caso.

Uma opção seria entregar o caso a Matheus Vermelho (PSD). Filho do deputado federal Vermelho (PSD), foi ele quem relatou o caso de Traiano contra Renato Freitas. Pode ser um argumento para que ele faça o processo em sentido contrário. No caso de Renato, o deputado, que é ruralista e ligado a Ratinho, sugeriu apenas uma advertência verbal dizendo que era o que o regimento permitia.

A segunda opção seria o deputado Do Carmo (União). Eleito para o segundo mandato pela região de Maringá, Do Carmo é um representante da Bancada da Bala. Foi da Polícia Militar e entrou na Assembleia na onda do bolsonarismo em 2018. Acabou perdendo o primeiro mandato quando a Justiça caçou a chapa do PSL por fraude nas candidaturas femininas.

A terceira e última opção seria Tercílio Turini (PSD). Embora esteja hoje no partido de Ratinho Jr., é visto como um deputado com bastante independência, que tem credibilidade com a oposição. Médico, professor universitário, está em seu quarto mandato como deputado estadual.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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