Entre a noite de quinta-feira (14) e a madrugada desta sexta-feira (15) um soldado do 19º Batalhão de Polícia Militar (19º BPM), identificado como Fabiano Junior Garcia, assassinou oito pessoas, incluindo os filhos e esposa, e depois cometeu suicídio. Os crimes aconteceram em Toledo e Céu Azul, região oeste do Paraná.
O soldado tinha 37 anos e estava na corporação há 12 anos. De acordo com a Polícia Militar ele não tinha nenhum histórico de mau comportamento.
Garcia trabalhou até às 19 horas de quinta-feira e depois disso enviou mensagens de áudio para o cunhando pedindo desculpas. Ouça:
O militar saiu de Toledo e foi até a área rural de Céu Azul, onde atirou contra os filhos: um menino de 4 anos e uma menina de 9. Depois disso retornou para Toledo e matou a outra filha, cuja idade não foi confirmada pela PM. Além disso, Garcia também atirou contra a mãe, o irmão e duas pessoas que estavam na rua e, por último, foi para casa onde matou a esposa e cometeu suicídio na sequência.
O comandante-geral da PMPR, coronel Hudson Leôncio Teixeira, falou sobre o caso. “Nós presumimos: ele saiu do trabalho às 19 horas e ele ligou para o cunhado dele às 23 horas. Entre as 23 e a meia-noite e meia ocorreu o fato (...). Mas ele teve tempo de deslocamento para se arrepender e não fazer o que ele fez. Então eu presumo que ele já tinha um planejamento. Já tinha a intenção de fazer tudo isso”. Veja a entrevista completa:
Os corpos das vítimas foram encaminhados aos IML de Toledo. A Polícia Militar vai instaurar um inquérito para apurar o fato. “O que deu a entender como fator de motivação para essa tragédia foi a separação dele. Ele não estava aceitando a separação (...) não havia nenhum indicativo fora esta questão da separação e algumas dívidas que ele tinha”, destacou o oficial.
A corporação emitiu uma nota sobre o caso. Leia a íntegra.
A Polícia Militar está consternada e lamenta profundamente o ocorrido nas cidades de Toledo-PR e Céu Azul-PR.
O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico que pudesse indicar problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade.
Desde dezembro de 2020 a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico e social aos militares e dependentes, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares.
Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento dos corpos das vítimas.