A prefeitura de Curitiba se negou a enviar detalhes da vacinação de funcionários da Unimed à vereadora Flávia Francischini (PSL). No dia 17 de maio, Flávia encaminhou requerimento à Secretaria de Saúde questionando quais colaboradores da cooperativa médica foram vacinados, se eles de fato integravam categorias priorizadas e quais funcionários ainda seriam vacinados.
Na resposta à vereadora, a prefeitura afirmou que o direito fundamental à intimidade e a Lei Geral de Proteção de Dados impedem a divulgação das informações solicitadas.
Sob essa justificativa, a prefeitura forneceu apenas informações genéricas à parlamentar, relacionando normas e entendimentos que justificariam a vacinação de funcionários da Unimed, mesmo os de função administrativa. No entendimento da prefeitura, o Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19 tem uma definição “ampla e claramente não delimitada a profissionais de saúde”. “A abordagem de trabalhadores de saúde transcende seu escopo para profissionais de saúde e trabalhadores de apoio aos serviços de saúde”.
A vereadora criticou a resposta evasiva da prefeitura.
“As perguntas não foram respondidas. De jeito nenhum. A gente tem que saber se as vacinas estão sendo usadas dentro dos critérios estabelecidos. É um absurdo convocar para vacinar funcionários a partir de 18 anos, sem comorbidades, pessoas que não têm contato com o público, que fazem funções administrativas”, disse Flávia Francischini.
Segundo a vereadora, as respostas genéricas têm sido um hábito da prefeitura, o que tem feito alguns vereadores de oposição cogitarem a apresentação de um requerimeto de convocação da Secretária de Saúde, Márcia Huçulak.
Vacinação de funcionários da Unimed
A informação de que colaboradores da Unimed estariam “furando a fila” da vacinação foi revelada pelo Plural no começo de maio. À época, na mesma linha do que disse à vereadora, a prefeitura informou que os funcionários da Unimed estão no plano de vacinação municipal como “Trabalhadores de Saúde que atuam em Serviços de Saúde”.
Veja a íntegra da resposta