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Prevenção: prefeitura disponibiliza vacina contra coqueluche aos trabalhadores de berçários e creches

Em Curitiba há confirmação de 92 casos da doença neste ano. Secretaria de Saúde pede para que responsáveis vacinem crianças

Prevenção: prefeitura disponibiliza vacina contra coqueluche aos trabalhadores de berçários e creches
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Quem trabalha em creches e berçários de Curitiba pode ser vacinar contra a coqueluche em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) da cidade. A Secretaria Municipal de Saúde ampliou o público-alvo da vacina para prevenir o aumento de casos.

De acordo com a pasta somente em 2024 houve 92 casos confirmados da doença. Recentemente um bebê morreu em decorrência da coqueluche, cujos casos subiram mais de 500% em todo Estado.

Leia também: O que desinformação tem a ver com o aumento dos casos de coqueluche?

Podem se vacinar servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada que atuem em estabelecimentos que tenham atendimento para crianças até quatro anos de idade.

Em nota, a Secretaria de Saúde informou que “uma vez elegível, o trabalhador deverá comparecer a um ponto de vacinação, munido de documento pessoal com foto e algum comprovante da vinculação com esse perfil de atendimento”.

O objetivo da ampliação da vacinação é, conforme a Secretaria, proteger as crianças nesta faixa etária, que são mais suscetíveis à doença. O principal sintoma da coqueluche é a tosse longa. Crianças têm vias respiratórias menores, e por esse motivo a tosse pode causar ferimentos na traqueia. O médico Tony Tannous Tahan, especialista em infectologia pediátrica, que atua no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que imunizar adultos também ajuda para frear o aumento dos casos. “Existe uma diminuição gradativa dos anticorpos [após muito tempo de vacinação]. Por isso, mesmo que a pessoa tenha sido vacinada, é possível fazer um reforço a cada dez anos”.

Outro ponto é a incerteza que a população tem em relação à segurança das vacinas, que aumentou durante a pandemia da Covid-19, quando grupos antivacinas propagaram desinformação. “Os adultos jovens que eventualmente não se vacinaram têm filhos que podem não estar vacinados e por isso as crianças estão mais suscetíveis às doenças”, analisa o especialista.

Aline Reis

Aline Reis

Jornalista e especialista em Gestão da Comunicação, Assessoria e Marketing pela Universidade Positivo (UP). Mestra em Estudos de Linguagens pela UTFPR. Presidenta do Sindicato de Jornalistas Profissionais do Paraná.

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