A Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) terão audiências públicas sobre a privatização da Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná). A intenção é vender a empresa até o fim do ano, na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.
Convocada pela bancada de oposição a Ratinho Júnior, a audiência na Alep será na próxima segunda-feira (15). Segundo a oposição, a privatização vai colocar em risco informações privadas de todos os paranaenses, como prontuários de saúde usados por planos para negar ou encarecer atendimento, notas escolares; boletins de ocorrência e dados de segurança e informações fiscais e de renda, que poderão ser exploradas por bancos e financeiras.
Já a audiência na Câmara foi convocada pelo deputado Tadeu Veneri (PT-PR), por meio da Comissão de Direitos Humanos, e será realizada no dia 23 de setembro. “Esta empresa, cujo leilão está marcado para ocorrer em novembro, não pode ser liquidada. A Celepar guarda informações sensíveis de todos os paranaenses e de áreas estratégicas do governo”, disse o deputado.

No dia 8 de julho, o Senado teve uma audiência sobre o processo de privatização, convocada pelo senador Sergio Moro (União-PR) por meio da Comissão de Fiscalização e Transparência. O presidente da Celepar, André Gustavo Garbosa, entrou em férias no mesmo dia e não participou. Uma das perguntas que seria feita por Moro é sobre a suposta ligação entre Garbosa e o secretário estadual da Educação em São Paulo, Renato Féder, que tem participação acionária em uma empresa de tecnologia.

No dia 3, a Celepar realizou uma audiência sobre a privatização. Na quinta-feira (4), o governo do Paraná anunciou um "Programa de Desligamentos Voluntários" para funcionários da companhia, sem previsão legal e sem aprovação pelos trabalhadores em assembleia.
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