Com graves problemas acumulados ao longo do ano, a I Bienal do Livro do Paraná terminou adiada para 2026. A informação foi divulgada cinco dias antes da data inicial do evento produzido por Lis Alves (proprietária da empresa Cocar Produções Editoriais), que aconteceria de 10 a 19 de outubro, no Jockey Club, em Curitiba. Muitos dos prejudicados consideram que, na verdade, trata-se de um cancelamento e afirmam amargar grandes prejuízos. Agora, uma nova e importante vítima veio a público falar sobre o caso.

Thalita Rebouças, um dos maiores nomes listados na programação, afirmou em seu perfil oficial no Instagram que foi caluniada pela organizadora da Bienal. Segundo o depoimento da escritora em vídeo postado na manhã de terça-feira (14), que soma mais de 10 mil curtidas e 500 comentários, Lis mandou mensagem para uma das assessoras de Thalita, acusando a autora de tentar embarcar no aeroporto com passagem paga pela produção da feira literária.
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Nas imagens, entre outras coisas, Thalita Rebouças diz: “(...) ontem, às 22h, a organizadora do evento se achou no direito de mandar uma mensagem num tom acusatório, perguntando para a pessoa que cuida desses eventos para mim – por que eu tinha ido ao aeroporto me apresentar no guichê para embarcar, se eu tinha cancelado o evento?”
A autora também fala que um áudio de um agente de viagem foi enviado, afirma que nunca recebeu passagens da produção do evento e que já acionou seus advogados "para tomarem as atitudes legais, porque eu não admito o meu nome envolvido nesse tipo de mentira, de calúnia, de difamação".
Anteriormente, para o Plural, a assessoria de Thalita informou que o contrato não foi assinado em tempo hábil e solicitou a retirada do nome da escritora da divulgação da Bienal.

Confira o vídeo completo a seguir ou clique aqui para ver a postagem no Instagram da escritora.
Respostas
A reportagem procurou a Personnalité Voyage, divulgada nas redes em 29 de setembro como uma das apoiadoras oficiais do evento. A responsável respondeu que trabalharam apenas com reservas de hotel e interromperam o serviço após Lis Alves informar o cancelamento da Bienal do Livro do Paraná.
"Não temos conhecimento da parte aérea desse evento. Nós só informamos a eles sobre reservas de hotel. Que infelizmente não demos continuidade às mesmas, porque a Lis gentilmente nos informou que o evento havia sido cancelado."
O Plural entrou em contato novamente com Lis Alves, que não respondeu ao jornal. O espaço está aberto para pronunciamentos.
