Professoras e professores de Curitiba aprovaram na sexta-feira (27) um estado de greve para tentar ampliar para todos os profissionais o crescimento vertical na carreira. Hoje, a regra estipulada pela Prefeitura permite que a cada dois anos apenas 20% dos profissionais que atingiram os critérios necessários podem ter acesso à progressão.
O crescimento vertical na carreira, um dos principais instrumentos para que as professoras consigam melhorar sua situação salarial ao longo dos anos, vem represado desde 2015, e se agravou quando Rafael Greca (PSD) assumiu a Prefeitura em 2017 e congelou todos os planos de carreira do funcionalismo.
O estado de greve foi aprovado logo depois do encerramento do XIV Congresso da categoria em Curitiba. O Sismmac representa os profissionais de educação da rede pública de ensino de Curitiba.
A Assembleia também aprovou um calendário de lutas e mobilizações, que inclui: atos públicos, uma audiência pública na Câmara Municipal, articulações com movimentos sociais e educacionais em defesa da inclusão, e uma forte pressão sobre a Prefeitura e a SME.
Outras pautas emergenciais do magistério também foram incorporadas, como a luta pelo fim do confisco das aposentadorias. Entre os pontos aprovados estão:
- Revogação do confisco nas aposentadorias e pensões
- Chamamento nos concursos de inspetores e docência 1
- Mudança de área de atuação para pedagogia escolar
- Garantia de profissional de apoio e redução do número de estudantes por temas