Nesta terça-feira (28), Dia do Servidor Público, professoras da educação infantil de Curitiba realizam o “Dia D de Luta pela Educação Infantil”, com paralisações de até 50 minutos e ações de panfletagem nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da cidade.
De acordo com Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), a paralisação busca pressionar a prefeitura para que atenta às reivindicações da categoria. Atualmente a cidade tem mais de 6 mil docentes que atuam e 239 CMEIs.
Segundo o Sismuc, há falta de planejamento da prefeitura. “Com sobrecarga e anos de promessas não cumpridas, as reivindicações da categoria permanecem sem resposta efetiva para os mais de 6 mil professores e professoras da educação infantil de Curitiba, que atuam nos 239 CMEIs da cidade. Esses trabalhadores exigem melhores condições de trabalho, com o pagamento do piso salarial nacional e o cumprimento da legislação referente à hora-atividade — que determina que 33% da carga horária deve ser destinada ao planejamento —, um direito sistematicamente descumprido pela prefeitura”, informou o Sindicato.

A categoria também pauta a realização de concurso público para recomposição do quadro de profissionais nas unidades, a inclusão nos CMEIs evidencia ainda mais a sobrecarga da rede, além de alunos com deficiência, altas habilidades ou neurodivergência que não têm a tutoria especializada.
Entre as principais reivindicações da categoria está o piso salaria do magistério, que inclui a educação infantil e foi reajustado pelo Governo Federal em 6,27% em janeiro de 2025, atingindo R$ 4.867,77 para jornadas de 40 horas semanais, mas não foi aplicado ao salário das professoras da cidade. “Curitiba gosta de se apresentar como uma cidade educadora, mas a realidade é de salas superlotadas, profissionais sobrecarregados e crianças com deficiência sem o atendimento adequado. Não queremos mais promessas: queremos uma atuação planejada e investimentos concretos na educação pública”, criticou a coordenadora geral do Sismuc, Juliana Mildemberg.
Além da paralisação, também estão previstas panfletagens em frente aos CMEIs. Apesar da mobilização, as aulas estão mantidas, conforme informou a Secretaria Municipal de Educação.