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Professores da rede privada querem reajuste de 15% nos salários

Categoria reclama da defasagem salarial

Professores da rede privada querem reajuste de 15% nos salários
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O Sindicato dos Professores no Estado do Paraná (Sinpropar) reivindica reajuste salarial para a categoria. Eles pedem 15% de reajuste e reclamam da defasagem, agravada pela pandemia da Covid-19.

Segundo os professores desde 2019 não há reajuste. Atualmente o sindicato estima que haja 50 mil trabalhadores da rede particular em todo estado, dos quais 20 mil são sindicalizados. Esses profissionais atuam em mais de 2,7 mil unidades educacionais.

O piso salarial para Curitiba e Região Metropolitana é de R$ 975,87 (por turno) para educação infantil e R$ 994,31 para fundamental. O valor da hora-aula pode chegar a R$ 27,49 para quem atua no ensino superior. Os valores também podem variar de acordo com a hora-atividade.

No entanto ainda seriam insuficientes para os trabalhadores, conforme argumenta o sindicato. Outra reclamação é sobre o período de pandemia, quando os professores tiveram de usar equipamentos próprios para trabalharem de casa. “Isso sequer entra na pauta de discussões. Muita gente precisou comprar notebook, melhorar a internet, fora a energia elétrica gasta”, critica o diretor do Sinpropar, professor Damião Lima, de Curitiba.

Entre 2019 e 2021, auge da pandemia, houve redução de 21,6% de estudantes na rede privada no Brasil, segundo informações da primeira etapa do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em 2022, as mensalidades da rede particular tiveram reajustes de até 12% no estado. “Eles alegam que houve prejuízos com a pandemia, mas as mensalidades aumentaram e quando os pais questionam, dizem que são despesas com salários, mas os professores não receberam esse dinheiro”, critica Lima.

O Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe) foi procurado pela reportagem para falar das negociações com os professores. A atendente recomendou que a assessoria de imprensa fosse informada, que por sua vez disse que retornaria em breve. No entanto, até o fechamento deste texto, não houve resposta.

Não há previsão de rodada de negociação entre os sindicatos.

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