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Reservatórios de Curitiba iniciam 2026 em leve recuperação

Dados de janeiro de 2026 mostram recuperação parcial dos reservatórios do SAIC após um fim de 2025 crítico, mas volumes seguem abaixo do padrão histórico e exigem atenção

Reservatórios de Curitiba iniciam 2026 em leve recuperação
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Os reservatórios que abastecem Curitiba e a Região Metropolitana começaram 2026 com leve recuperação em relação ao fim de 2025, mas os volumes armazenados seguem abaixo do padrão observado nos últimos anos, mantendo o sistema em estado de atenção. Dados de janeiro de 2026 do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba (SAIC) mostram avanço em três dos quatro principais reservatórios, após um encerramento de ano marcado por quedas sucessivas nos níveis de água.

O reservatório do Iraí, segundo maior da região, subiu de 69% em dezembro de 2025 para 71% em janeiro de 2026. Apesar da melhora pontual, o índice permanece distante dos níveis registrados entre 2022 e 2024, quando o reservatório operou praticamente todo o tempo próximo da capacidade máxima. O volume atual ainda está entre os mais baixos para o período desde a crise hídrica de 2021.

Na Passaúna, maior reservatório do sistema, o movimento foi inverso: o nível caiu de 90% para 89%, aprofundando a tendência de redução observada ao longo de 2025. É o menor patamar para um mês de janeiro desde 2021, encerrando definitivamente um ciclo de quatro anos com volumes mais confortáveis no principal manancial do SAIC.

Reservatórios de Curitiba atingem menores níveis de água em até quatro anos
Os reservatórios que abastecem Curitiba fecharam 2025 com os menores níveis desde 2021 e 2022. Iraí, Passaúna e Piraquara registraram quedas históricas no volume de água

Em Piraquara, os dois reservatórios apresentaram comportamentos distintos. O Piraquara I teve recuperação mais expressiva, passando de 96% para 99%, aproximando-se novamente da capacidade total após meses de queda gradual. Já o Piraquara II subiu de 75% para 78%, avanço insuficiente para reverter o quadro de alerta: o reservatório segue em um dos níveis mais baixos dos últimos três anos para o início do ano.

O histórico consolidado do SAIC indica que 2025 marcou uma inflexão negativa após um período prolongado de estabilidade iniciado em 2022. Ao longo do último ano, todos os reservatórios apresentaram redução gradual dos volumes, reflexo de períodos de estiagem mais longos e maior pressão sobre o sistema, especialmente nos meses finais do ano.

Embora os dados de janeiro de 2026 apontem para uma recuperação parcial, o cenário ainda exige acompanhamento constante. A experiência da crise hídrica de 2020–2021 mostra que oscilações positivas no curto prazo não são suficientes para afastar riscos estruturais, especialmente quando os reservatórios entram no ano hidrológico com níveis abaixo da média histórica.

Confira no gráfico interativo o histórico completo das barragens do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba, com a evolução mensal dos volumes desde 2014.

Rosiane Correia de Freitas

Rosiane Correia de Freitas

Jornalista, mestre em educação e fundadora do Plural

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