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Seis áreas de ocupação de Curitiba fazem reunião para discutir moradia

Frente de Organização dos Trabalhadores surgiu do esforço para evitar despejos em Curitiba

Seis áreas de ocupação de Curitiba fazem reunião para discutir moradia
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Rumo à Primeira “Plenária das Comunidades”, a Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT), reunirá seis áreas de ocupação de Curitiba para um espaço de animação, confraternização, além da identificação dos principais problemas das comunidades e os desafios para resolvê-los em 2025.

O evento acontece no sábado de manhã, dia 30 de novembro, na sede do Sindiquímica, das 8h às 12h30, com café da manhã e almoço preparado pelos integrantes das cozinhas comunitárias.

A previsão é de participação de 180 pessoas das seguintes áreas de ocupação: Guaporé 2 e Vila União, comunidades que surgiram no contexto da crise social durante a pandemia, além de áreas mais antigas, caso da vila Pantanal, Vila Leão, Formosa e Pontarola – além de áreas convidadas, apoiadores e movimentos populares.

Contexto

A Frente de Organização dos Trabalhadores (FORT) surgiu em 2023, no contexto da campanha Despejo Zero e da luta por moradia em Curitiba. Lideranças populares do bairro Tatuquara e ativistas sociais reuniram-se por bandeiras como moradia, alimentação e solidariedade. Hoje, o movimento está presente também nos bairros Novo Mundo, Campo Comprido e Alto Boqueirão.

O processo de construção foi animado pelos Redentoristas e por Padre Joaquim Parron, criador do SOS Combate à Fome, com ampla repercussão durante o período da pandemia, e apoiador de comunidades periféricas em Curitiba.

“Essa Assembleia das Comunidades, que tem a construção do FORT, é a concretização da luta coletiva nas periferias de Curitiba. E o povo na base se organizando para lutar pelos direitos sociais e humanos”, afirma Parron.

Vínculo com as cozinhas e com as condições da comunidade

Gelson de Deus, um dos coordenadores do FORT na Vila Pantanal (Alto Boqueirão), aponta a importância da construção e manutenção das cozinhas comunitárias para uma comunidade, em parceria com organizações como União de Moradores, MST, Marmitas da Terra, entre outras.

“O Fort começou a ajudar a gente, conseguimos abrir a cozinha, faz um ano que a cozinha está aberta, com a ajuda do FORT, e a comunidade está feliz, o movimento ajuda com doações na comunidade e com a luta do despejo zero. Este é o FORT”, afirma.

Já Andreia Carvalho Guedes, moradora da ocupação Guaporé 2 (Campo Comprido), afirma que o FORT “é de todas as comunidades, ajuda todas as comunidades, não só Guaporé, não só Britanite, ajuda todas as comunidades e pessoas”, afirma.
Futuro incerto

De forma geral, há expectativa sobre como será a gestão de Eduardo Pimentel (PSD) no que se refere ao tema da moradia, uma vez que, neste momento, cerca de 800 famílias, de ao menos seis ocupações ocorridas desde a pandemia, estão com o futuro incerto. O auxílio-aluguel oferecido pela Cohab não traz garantias do acesso à moradia e os moradores de ocupações ficam na incerteza.

Na avaliação de Pedro Carrano, integrante da coordenação da FORT, o ano que vem novamente terá a luta por moradia como um dos principais conflitos no âmbito muncipal.

“Há a luta das novas ocupações que correm risco de despejo forçado e não há proposta consistente do município. Além de, em Curitiba e nacionalmente termos que avançar na pressão por mais recursos e investimentos em moradia popular. Outras áreas ainda lutam há décadas por regularização fundiária. Tudo isso se alia a problemas na área da Saúde, Saneamento e enchentes. Ou seja, resolver o problema da moradia é central para resolver os problemas de uma cidade”, aponta.

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