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Sindicato dos Policiais Penais crítica DEPPEN por nova orientação na escolta de presos

Em orientação técnica departamento de policia penal incitava atividade ilegal na escolta de presos em hospitais neste fim de ano

Sindicato dos Policiais Penais crítica DEPPEN por nova orientação na escolta de presos
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Na última quinta-feira (19) uma orientação técnica emitida e enviada pela Assessoria Técnica do Departamento de Polícia Penal (DEPPEN-PR), orientava que os diretores de unidades penais e chefes de cadeias públicas do Paraná mantivessem a escalação de policiais penais não pertencentes ao Setor de Operações Táticas (SOT) nas atividades de escolta e custódia de presos em tratamento de saúde nas unidades de saúde e estabelecimentos hospitalares.

A orientação foi assinada pelo Assessor Técnico da Polícia Penal Juliano Gonçalves Tavares de Oliveira. O documento do DEPPEN, afirma que “a custódia de pessoas privadas de liberdade em ambiente externo poderá ser realizada por qualquer policial penal”. Segundo a orientação, qualquer policial pode fazer escolta e custódia de presos em hospitais, pois esta é uma das atribuições do cargo a constarem na descrição básica das funções do policial penal.

No documento ainda consta que “não há obrigatoriedade de formação específica para o exercício de tais funções”. A orientação foi vista como uma ‘barbárie no sistema’ pelo Sindicato dos Policias Penais do Paraná (SINDARSPEN).

Em uma nota publicada pelo sindicato eles argumentam que a medida coloca em risco a segurança de policiais e civis. “A questão que se levanta aqui não é somente de segurança jurídica para quem executa e para quem autoriza e determina tais serviços, mas sobretudo de segurança nesses ambientes externos frequentados pela sociedade”.

O sindicato ainda alega que autorizar ou exigir que servidores não especializados nessa atividade realizem a escolta e custódia em hospitais expõe a polícia e o cidadão comum há um ‘perigo desnecessário’.

De acordo com o SINDARSPEN a orientação é ainda mais errônea ao ser publicada neste “período do ano em que as atenções de segurança nos serviços penais precisam ser redobradas, não relativizadas, como faz parecer a nota eivada de equívocos de interpretação jurídica”.

Recentemente o sindicato questionou o DEPPEN sobre uma ordem de serviço da Regional Administrativa do DEPPEN da Região Metropolitana de Curitiba onde o gestor regional autorizava um policial penal, mesmo sem treinamento e sem compor o SOT a permanecer em hospitais acompanhando o tratamento de saúde dos presos. 

Em resposta ao questionamento do sindicato, a mesma assessoria se manifestou contra esse procedimento, justificando que aquele tipo de atividade era de competência exclusiva dos componentes do SOT. A informação foi assinada também por Juliano Gonçalves Tavares de Oliveira, assessor técnico que agora assina a orientação técnica que instiga a prática.

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