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Sindicatos pressionam Prefeitura de Curitiba para suspender cobranças do banco Master

Além dos empréstimos, há servidores que solicitaram cartões de crédito pelo programa da Prefeitura

Sindicatos pressionam Prefeitura de Curitiba para suspender cobranças do banco Master
Eduardo Pimentel, prefeito de Curitiba. Foto: Tami Taketani/Plural
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Os sindicatos que representam os servidores públicos do município de Curitiba estão pressionando a Prefeitura a parar a cobrança dos empréstimos consignados feitos pelo banco Master. Envolvido em um escândalo financeiro de proporções gigantescas, o banco foi uma das oito instituições financeiras autorizadas a oferecer serviços ao funcionalismo da cidade.

O Sismmac, que representa as professoras e os professores da rede municipal de ensino, diz que desde o ano passado, quando as irregularidades do Master vieram à tona, vem tentando fazer com que a Prefeitura interrompa as cobranças feitas mensalmente dos servidores. "Existe previsão para isso no decreto municipal que criou o programa. Seria possível fazer isso sem nem mesmo precisar de ordem judicial", afirma Diana Abreu, presidente do Sindicato.

"Tomamos duas ações para cobrar a Prefeitura. Primeiro, oficiamos para saber quais as medidas tomadas. Mas também entramos com uma notícia de fato no Ministério Público para apurar as responsabilidades", diz Diana Abreu. "E é importante dizer que a Prefeitura não pode fingir que não tem nada com isso. O decreto municipal está sendo descumprido", diz Diana Abreu.

Diana conta que os funcionários não têm nem mesmo conseguido acesso ao aplicativo do banco, por onde poderiam acompanhar os dados de seus empréstimos. "Não conseguem mais informações, não tem com quem falar. E as pessoas estão assustadas, com razão", afirma ela. Apesar disso, a gestão municipal até aqui não tomou qualquer medida para interromper o pagamentos dos empréstimos - apenas proibiu contratos novos com o Master.

Representante das demais categorias do funcionalismo municipal, o Sismuc chegou a entrar com uma ação judicial pedindo uma liminar que interrompesse o pagamento de todos os empréstimos feitos via Master. A Justiça não concedeu a liminar solicitada pelo sindicato; no entanto, a ação continua tramitando.

"Nós calculamos que entre três mil e cinco mil funcionários do município de Curitiba fizeram empréstimos via CredCesta", diz Juliana Mildemberg, presidente do Sismuc. O programa criado pela prefeitura conta com sete outras instituições bancárias, mas segundo Juliana, por ter sido o primeiro a aderir, o Master ficou com a maior parte dos contratos. "Não sabemos exatamente quantos são, mas é muita gente", afirma ela.

Além dos empréstimos, há servidores que solicitaram cartões de crédito pelo programa da Prefeitura. Hoje, essas pessoas, segundo os sindicatos, nem mesmo conseguem acesso à fatura do cartão pelo banco. Muitas vezes, a fatura chega por outra instituição bancária, onde a pessoa mantém conta corrente.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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