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TJPR suspende despejo de famílias da Britanite

Decisão atendeu recurso da Defensoria Pública que argumentou que a reintegração de posse pode causar danos "graves e irreversíveis" aos moradores da Britanite

TJPR suspende despejo de famílias da Britanite
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As 407 famílias que vivem na ocupação Britanite, no bairro Tatuquara, em Curitiba, tiveram a ordem de despejo suspensa por 90 dias. A decisão da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) foi proferida pelo desembargador Francisco Cardozo Oliveira nesta sexta-feira (1) e atendeu um recurso do Núcleo Itinerante das Questões Fundiárias e Urbanísticas (NUFURB) da Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR).

No processo, a Defensoria argumentou que a reintegração de posse pode causar "graves e irreversíveis danos aos interesses dos ocupantes do imóvel, que podem ficar em situação de risco e sem local de residência". Por isso, o órgão solicitou que o despejo fosse suspenso até que fosse julgado um pedido interposto em abril deste ano pelo coordenador da Britanite, Hemerson Reis, que aponta omissão no cumprimento dos procedimentos determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no que diz respeito às desocupações.

Decisão judicial

Conforme a decisão, não houve cumprimento integral das condicionantes previstas na decisão de reintegração de posse porque não existe plano de realocação efetivo para as famílias.

O documento também ressalta que a maioria das medidas que foram adotadas durante o processo de reintegração, como vistoria no local da ocupação, foram realizadas em 2021. Isso significa que as informações estão desatualizadas, visto que há um lapso temporal de dois anos.

Leia mais: Deputados cobram providências sobre situação da ocupação Britanite

No prazo estipulado de três meses de suspensão do despejo, o TJ-PR determina que devem ser realizadas:

Britanite

A ocupação Britanite surgiu em 2020 e desde então tem processo de reintegração de posse em andamento. Durante a pandemia, ele chegou a ser suspenso por conta de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu critérios para as reintegrações de ocupações coletivas, mas voltou a tramitar em 2023. 

Até abril deste ano, existiam 335 habitações na Britanite.

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