A Prefeitura de Curitiba irá pagar a maior tarifa técnica de todo o contrato do transporte coletivo da cidade desde 2010: R$ 8,6679, quase R$ 2,70 a mais por passageiro equivalente (o que considera as isenções e descontos). A diferença entre a tarifa paga na catraca e a paga para as empresas concessionárias irá resultar em um déficit recorde: R$ 32 milhões. Como a URBS, que gerencia a Rede Integrada de Transporte, não divulga o cálculo da tarifa técnica desde junho de 2024 não há como saber o que justifica esse aumento.
A tarifa técnica é resultado da separação entre a tarifa cobrada dos usuários do sistema do valor da remuneração das empresas que prestam o serviço. Dessa forma, a prefeitura passou a reajustar o valor pago às empresas sem o ônus de aumentar o preço da passagem de ônibus, que ainda assim é uma das mais altas do país. A diferença, porém, é paga pelo tesouro municipal e em 2024 chegou a quase R$ 200 milhões.
Apesar do valor alto, a Rede de Transporte perdeu 56% dos passageiros desde 2010, quando o contrato atual entrou em vigor e foi de uma média de 25 milhões de passageiros por mês para 11 milhões.