A Universidade Federal do Paraná (UFPR) pode exigir comprovante de vacinação de estudantes, funcionários e professores para a retomada das aulas presenciais, marcada para o dia 31 de janeiro. O anúncio do reitor Ricardo Marcelo Fonseca foi feito na noite desta quarta-feira (5) no Twitter.
Por meio das redes sociais, o reitor informou que a proposta de requerer um comprovante de vacinação será votada pelo Conselho Universitário (COUN) da UFPR, instância representativa dos alunos, técnicos e docentes, em reunião na próxima quarta-feira (12/01). O horário do encontro ainda deve ser confirmado.
Vou encaminhar proposta ao Conselho Universitário da UFPR para que, na nossa retomada de aulas 100% presenciais, seja exigida pra todos/as a comprovação da vacinação.
— Ricardo Marcelo Fonseca (@ricardo_marcelo) January 6, 2022
Penso num COUN para o dia 12/01.
"A UFPR sempre se pautou pela ciência, pela prudência e pela segurança dos alunos, técnicos, docentes e terceirizados. A exigência de comprovante vacinal é garantia de saúde pública e já é adotada em vários países democráticos", afirmou a instituição, por meio da assessoria.
O retorno das atividades presenciais na UFPR foi confirmado em novembro de 2021 pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). Segundo a instituição, por enquanto não há possibilidade de cancelamento do retorno presencial, uma vez que a Comissão de Enfrentamento e Prevenção à Covid-19 da UFPR está atenta diariamente aos números e às condições da pandemia.
STF
Em 31 de dezembro, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o despacho do Ministério da Educação (MEC) que proibia a exigência do comprovante de vacinação contra a Covid-19 por parte de instituições federais de ensino.
No mesmo dia, a UFPR chegou a divulgar uma nota em defesa da vida, da vacinação e da autonomia universitária. "A UFPR preza pela Constituição da República e também acredita na ciência, nas medidas sanitárias estabelecidas por nossos especialistas e na vacinação como estratégia principal de dar segurança à população, controlar e acabar com a pandemia do COVID-19. E prezará sempre pela autonomia universitária como pressuposto fundamental de ação e de gestão", destacou a instituição.