Entra em tramitação no dia 15 de maio, na Câmara de Curitiba, um projeto de lei que quer revogar o Título de Cidadão Honorário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A homenagem foi feita pela Casa em 2002, quando Mendes foi indicado para o integrar o Supremo e era Advogado Geral da União. O projeto de lei que deu origem ao título era de autoria de Ney Leprevost, então no PP.
A iniciativa de revogar a homenagem é do vereador Professor Euler (MDB), que atribui a proposta a fala do magistrado no Programa Roda Vida sobre Curitiba ter "o germe do fascismo". Na ocasião o ministro se referia a Operação Lava Jato e ao que chamou de deturpação do código penal.
Euler também informa que "após mais de 20 anos neste honroso cargo, o referido ministro colecionou inúmeras polêmicas e ofensas com pares da Suprema Corte e também diversas autoridades dos 3 poderes, independentemente de suas matizes ideológicas". Entre elas ele lista comentários dirigidos a Lula, a Rodrigo Janot e o Exército Brasileiro.
"Manter como Cidadão Honorário de Curitiba alguém que vem demonstrando ao longo dos anos um temperamento belicoso, rude, ofensivo e grosseiro não faz qualquer sentido", afirma na justificativa.
Além de Euler, outros parlamentares reagiram a declaração de Mendes com proposições. Um quer torná-lo "persona non grata" na cidade e um grupo de vereadores pediu uma moção de repúdio contra o ministro e de desagravo à cidade.