A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba instaurou sindicâncias para apurar denúncias contra os vereadores João Bettega (União), Sargento Tânia (Pode) e Eder Borges (PL). Segundo a assessoria da Câmara, 14 sindicâncias foram abertas neste ano e sete foram arquivadas.
No dia 28 de maio, a Corregedoria da Câmara publicou uma portaria abrindo duas sindicâncias contra Eder Borges. Em uma delas, a vereadora Giorgia Prates (PT) acusou Borges de ter utilizado os trabalhos de Andreia Maciel quando ela era lotada no Instituto Municipal de Turismo. O caso foi revelado pelo site The Intercept Brasil e o presidente do Instituto, José Luiz Velloso, foi exonerado pelo prefeito Eduardo Pimentel, pois tem uma condenação por improbidade administrativa.
Outra sindicância contra Eder Borges foi aberta por representantes do Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana. A entidade alega que as referências do vereador ao grupos supremacista branco Ku Klux Klan, durante debate na Câmara, promoveu “racismo estrutural” e “distorção histórica grave”.
O vereador ainda é alvo de outra investigação, já que a filha de Andreia Maciel é chefe de gabinete de Borges. No dia dos Namorados de 2022, o vereador publicou em suas redes sociais fotos ao lado de Andreia, o que pode configurar nepotismo. A terceira sindicância contra ele foi aberta no dia 2 de junho.
No mesmo dia, mais duas investigações foram abertas. A sindicância contra João Bettega foi solicitada por ex-integrantes do seu gabinete, que pediram exoneração no dia 7 de maio. Ligados ao MBL (Movimento Brasil Livre), eles acusaram Bettega de omitir a informação de que o ex-presidente José Luiz Velloso não cumpria os requisitos para a nomeação no Instituto Municipal de Turismo. O MBL pediu a cassação do mandato de Bettega.
A Câmara informou ainda que existe uma sindicância contra a vereadora Sargento Tânia Guerreiro, decorrente de uma Notícia de Fato instaurada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), mas não revelou o motivo. Em abril do ano passado, o MP-PR denunciou a parlamentar, Eder Borges e uma terceira pessoa de terem feito “manifestações transfóbicas ao criticarem em redes sociais uma publicação da Prefeitura de Curitiba por ocasião do Dia da Visibilidade Trans [em 2021]”. A ação corre em sigilo de Justiça.
A sindicância tem prazo de 30 dias para apurar os fatos noticiados. Se confirmadas as denúncias, Bettega, Guerreiro e Borges poderão enfrentar processo disciplinar. Bettega está em seu primeiro mandato na Câmara de Curitiba. Guerreiro e Borges estão em seus segundos mandatos.
