O candidato a vereador de Curitiba Lucas Siqueira (PSB) e membros da sua equipe de campanha foram atacados durante um ato pacífico na esquina das ruas Padre Anchieta e Francisco Rocha, no bairro Bigorrilho. A hostilidade aconteceu na segunda-feira (5), por volta das 20 horas.
No momento do ocorrido, Lucas estava acompanhando de três integrantes de sua campanha. Eles andavam pelo bairro falando com uma caixa de som e entregando cartões da campanha para pessoas que aceitassem recebê-los. No entanto, foram surpreendidos quando pessoas que estavam em um edifício da região começaram a jogar ovos neles.
Na quarta-feira (7), dois dias depois do episódio, Lucas postou nas suas redes sociais, um vídeo curto em frente ao 3.º Distrito Policial, no Vista Alegre, em Curitiba, onde fez um Boletim de Ocorrência (BO) para registrar o episódio.
Em entrevista ao Plural, Lucas Siqueira afirmou que não prestou queixa logo depois do ataque em razão da adrenalina de toda à equipe com a campanha de rua. "A gente (equipe) estava conversando depois e vimos a importância de denunciar isso. Nós não denunciamos a homofobia que nós sofremos, os ataques que nós sofremos. Muitos não denunciam por causa do medo", diz o candidato.
Lucas atua no Grupo Dignidade há seis anos e, disse que nesse tempo, percebeu a importância da eleição de uma candidatura LGBTI+ em Curitiba, algo que nunca aconteceu. "A cada 19 horas um LGBT é morto no Brasil, a cada 2 horas um LGBT é agredido, Curitiba nunca teve mandato LGBT. Foram ovos, mas podiam ter sido outras coisas também", disse o candidato.
Depois do ataque e com o BO feito, os próximos passos serão de notificar o prédio e o condomínio, para que os agressores sejam encontrados. Para Lucas, Curitiba é uma cidade moderna em vários aspectos, mas está atrasada no quesito diversidade. "Nós não somos ensinados a respeitar a diversidade, Curitiba tem todo potencial de ser uma capital inclusiva, mas para isso precisa do Poder Público", destacou o candidato.