Se você integra os 11% da população de Curitiba que faz usodo cigarro, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) temuma opção gratuita para que você saia desta estatística. Uma pesquisa dainstituição busca voluntários para encontros semanais de terapia em grupo, como intuito de auxiliar os participantes a parar de fumar.
O estudo clínico busca testar a “Efetividade da práticaMindfulness em comparação à terapia cognitivo comportamental na cessação do tabagismo”.O programa consiste em encontros semanais – sempre às segundas e quartas-feiras– durante um mês, no modelo de terapia em grupo. A próxima turma deve começarem 21/10, às 16h15.
Para participar é preciso ter mais de 17 anos, ser fumanteativo, consumir mais de cinco cigarros por dia, sem ter alcançado abstinênciasuperior a três meses no último ano. Não podem participar alcoolistas,dependentes químicos, analfabetos, pacientes sob uso de medicação para otratamento do tabagismo (incluindo bupropiona, nicotina e vanericlina).
Interessados devem entrar em contato por whatsapp (41) 99741-4152ou pelo email [email protected].
Tabagismo
De acordo com relatório da Vigitel, que compõe o sistema deVigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT),do governo federal, os que mais fumam no Brasil são homens e têm entre 35 e 65anos. Destes, 2,6% fumam 20 ou mais cigarros por dia.
Em Curitiba, 11% da população faz uso de cigarros. Os quefumam uma carteira, ou mais, por dia representam 5% dos fumantes da região,sendo que a maioria deles está entre os 55 e 65 anos, aponta a Vigitel.
O jovem ainda fuma muito, mas a maior frequência do tabagismo, conforme reforça a Vigitel, está associada ao grau de escolaridade e informação. A frequência de adultos fumantes é de 10%, sendo mais alto o índice entre homens com até oito anos de estudo (18%). Esse número é cerca de duas vezes a frequência observada entre indivíduos com 12 ou mais anos de estudo.

Tratamento
“A maioria, sem dúvida,procura deixar para parar só quando tem uma doença, mas ainda temos outrosrelatos, como motivação por reclamações da família, gestante buscando a saúdedo feto e pais pelo pedido dos filhos. Alguns ainda buscam melhorias em dentese pele e ainda há os que relatam sofrer preconceito pelo hábito de fumar”,revela a médica pneumologista Mariana Sponholz Araújo, responsável pelolaboratório de Tabagismo do Hospital de Clínicas, em Curitiba.
Ela lembra que o tratamentoenvolve o trabalho psicológico, para lidar com as motivações, os medos e adependência física da nicotina. As pessoas que precisam de auxílio maior notratamento são as que fumam mais, ou as que fumam logo ao acordar, o quecaracteriza grande grau de dependência. “A taxa de quem tenta parar por conta própria é inferior (3%) a de quemprocura assistência ou ajuda profissional”, ressalta a médica.
De acordo com a pneumologista,de 70% a 80% dos fumantes dizem que querem parar, porém, menos de 6% conseguemficar sem fumar ao final de um ano. “Mas se você faz terapia de grupo, issopode girar em torno de 20%. Com terapia e medicação, em torno de 40%. Tudodepende da pessoa, do grau de dependência, do componente genético e, claro, damotivação.”