Nesta terça-feira (13) o jornalista Franklin de Freitas foi ouvido na audiência de instrução do processo em que ele foi vítima de racismo enquanto trabalhava no estádio Couto Pereira, em Curitiba.
Franklin é editor de fotografia do jornal Bem Paraná, presidente da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Paraná (Arfoc-PR) e cobria um jogo do Coritiba em 28 de abril de 2024 quando foi xingado de “preto filho da puta” por um torcedor chamado Alcione Tessari.
Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos (Demafe), mas o autor do crime não foi preso no dia.
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Nesta quinta-feira foram ouvidas seis testemunhas em Curitiba: o autor, a vítima, torcedores e um segurança. De acordo com o advogado que representa o jornalista, Luis Pedruco, os depoimentos foram considerados satisfatórios para que o acusado seja condenado. A vereadora Giórgia Prates (PT) e o deputado Goura (PDT) acompanharam o fotojornalista.
“Foi satisfatório para nós. O torcedor já tinha um histórico de mau comportamento, inclusive ele foi excluído do quadro de sócios do Coritiba”, destacou.
Em juízo, o acusado disse que ficou “chateado” porque o jornalista não atendeu a um pedido para que fizesse uma foto e então, porque estava constrangido com a negativa, o autor trocou de lugar no estádio.