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Justiça determina que União e governo do Paraná reforcem segurança de indígenas no Oeste do estado

Território Tekoha Guasu Guavirá foi delimitado em 2018, mas processo de homologação ainda está parado. Indígenas vêm sendo atacados por pistoleiros

Justiça determina que União e governo do Paraná reforcem segurança de indígenas no Oeste do estado
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou o aumento de 50% no efetivo da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) na Terra Indígena (TI) Tekoha Guasu Guavirá, no Oeste do Paraná. A comunidade indígena ava-guarani que vive no local vem sofrendo ataques de pistoleiros ligados a ruralistas desde o fim de dezembro. Quatro indígenas, incluindo uma criança e um adolescente, teriam sido baleados.

A ação civil pública pedindo ações na região foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A Justiça Federal determinou a ampliação imediata do efetivo da Polícia Federal e da Força Nacional na região, em caráter permanente; a instauração de plano de atuação conjunta entre todas as forças de segurança envolvidas; estabelecimento, em até 15 dias, de diretrizes de atuação preventiva para todos os órgãos de segurança na região, com consulta às lideranças indígenas; a presença permanente da Polícia Militar (PM) na região do conflito.

Em agosto do ano passado, o governador Ratinho Júnior (PSD) disse que os indígenas eram “índios paraguaios” e sugeriu utilizar a PM para retirar a comunidade da região. A área, na verdade, faz parte de Terra Indígena Tekoha Guasu Guavirá. delimitada pela Funai em 2018. O território fica nos municípios de Altônia, Guaíra e Terra Roxa e tem cerca de 60% de sua área ocupada pelo agronegócio, segundo levantamento feito pela Comissão Guarani Yvyrupa (CGY).

A Justiça estadual concedeu uma liminar de reintegração de posse para as prefeituras de Guaíra e Terra Roxa em agosto, mas a decisão foi derrubada pelo desembargador Luiz Antonio Bonat, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O processo de demarcação pela Funai foi retomado em 2023, mas está suspenso por ações na Justiça. A demarcação da área é uma compensação pelas terras indígenas alagadas com a construção de Itaipu, nos anos 1980, e vem se arrastando há 40 anos.

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