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Olhar de cinema exibe filmes da curitibana aplaudida e premiada mundo afora Heloisa Passos

Três curtas-metragens restaurados em 4K estão nas Exibições Especiais do festival nesta segunda e terça-feira (17 e 18)

Por Admin
Olhar de cinema exibe filmes da curitibana aplaudida e premiada mundo afora Heloisa Passos
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Três curtas-metragens dirigidos pela cineasta curitibana reconhecida e premiada nos principais eventos de cinema do mundo, Heloisa Passos, estão em cartaz no 13º Olhar de Cinema. São os filmes “Do Tempo que Eu Comia Pipoca” (2001), “Osório” (2008) e “Viva Volta” (2005), que foram restaurados em 4K e serão exibidos: no dia 17 de junho, terça-feira, às 19h50, no Cinemark Mueller (com roda de conversa com a diretora e presença de Ana França e de Guta Stresser, no hall do cinema); e no dia 18 de junho, quarta-feira, às 14h15, também no Cinemark Mueller (sessão seguida por debate com a atriz Guta Stresser, a montadora Tina Hardy e a documentarista Patrícia Cornils). 

Além de assistir pela primeira vez ou rever as obras em salas de cinema, as sessões são também chances para o público conhecer mais sobre o trabalho exemplar de uma mulher nos bastidores do cinema nacional e internacional nesses dois bate-papos. Heloisa é uma das precursoras na direção de fotografia e para conquistar espaço num mercado onde os homens ocupam a maioria dos cargos de decisão, abriu sua própria produtora há 35 anos, a Maquina Filmes. 

As exibições são parte das comemorações pelo aniversário da empresa e homenagens à profissional, que conquistou premiações no Sundance, Eye Honors, Festival Márgenes, Festival de Cinema de Brasília, CineEco de Portugal, Fotografia no Festival do Rio, entre outros. Ela ainda estreou longa-metragem no maior Festival de documentário do mundo - IDFA, além de ser integrante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood e estar entre os primeiros nomes brasileiros convidados para votar no Oscar. 

Filmes de Heloisa Passos no Olhar de Cinema

“Do Tempo que Eu Comia Pipoca”, 18min, 35mm, 2001

Direção: Heloisa Passos e Catherine Agniez
Com Guta Stresser e Rodrigo Ferrarini
Sinopse: Em um característico táxi alaranjado, em uma também característica tarde com mudanças climáticas abruptas, uma mulher (interpretada por Guta Stresser) chega a Curitiba, sua cidade natal. Nesse passeio pelas paisagens da cidade no início dos anos 2000, Heloisa Passos e Catherine Agniez pintam com cores vibrantes a experiência nostálgica, atribuindo ao retorno da personagem (e, agora, ao nosso no tempo) um senso de reinvenção a partir da memória que se tornaria característico do trabalho de Passos como diretora. Filmado em 35mm, a exibição no Olhar de Cinema faz parte do lançamento de uma nova cópia digital do curta-metragem.

https://vimeo.com/196889713

"Osório", 12min, 35mm, 2008

Direção: Heloisa Passos e Tina Hardy
Com Fernanda Farah
Sinopse: Apropriando-se com originalidade de um clássico mote do cinema, o de personagens que observam a vida através das janelas, Heloisa Passos e Tina Hardy registram uma praça no centro de Curitiba conforme encarada pela perspectiva de uma personagem (interpretada por Fernanda Farah) que encarna dúvidas silenciosas. Exibido no festival em nova cópia digital, o filme combina encenação ao exercício observacional, mostrando que o fora e o dentro se encontram quando aquilo para o que olhamos também nos olha de volta.

https://vimeo.com/71055504

"Viva Volta", 15min, 35mm, 2005

Direção: Heloisa Passos
Com Raul de Souza e Maria Bethânia
Sinopse: Em uma travessia no tempo e no espaço embalada pelas notas do trombonista Raul de Souza, o curta-metragem acompanha o reencontro do músico com sua amiga e parceira artística, Maria Bethânia, e com seu estado de origem, o Rio de Janeiro, após anos vivendo fora do país. Narrado pelo próprio Raul, falecido em 2021, o filme de Heloisa Passos, relançado em nova cópia digital no Olhar de Cinema, recompõe memórias e fragmentos da história do inventor do “souzabone”, um trombone elétrico de sonoridade particular que deixou a marca do virtuoso instrumentista no cenário da música internacional. (C.M.)

https://vimeo.com/67420430

Leia também: “Eneida”, de Heloisa Passos, fala de uma reconciliação entre mãe e filha

Heloisa Passos

Heloisa Passos é realizadora e uma premiada diretora de fotografia, com mais de 40 filmes em seu currículo e nome em fichas técnicas de produções nacionais e internacionais de destaque. Dirigiu vários curtas-metragens, entre eles "Viva Volta", com Raul de Souza e Maria Bethânia. "Construindo Pontes", seu primeiro longa-metragem como diretora fez sua première no IDFA e venceu o Prêmio Marco Antônio Guimarães (Festival de Cinema Brasileiro de Brasília) e o Prêmio da crítica de Camira (Festival Márgenes na Espanha), além da Menção Honrosa no CineEco (Portugal). Seu documentário "Eneida", lançado em 2021, estreou no Festival Internacional É Tudo Verdade.

Entre os filmes que fotografou estão "Nothing Lasts Forever" (Berlinale, 2022 e melhor Fotografia No Cinema Eye Honor, 2024), "Mulher do Pai" (Berlinale, 2017 e melhor Fotografia no Festival do Rio), "Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo" (Veneza, 2009 e melhor fotografia no Festival do Rio), "Manda Bala" (excelência em Cinematografia Sundance, 2007). 

Fez também Fotografia adicional nos documentários "Democracia em Vertigem" (indicado ao Oscar em 2020) e "Citizenfour" (vencedor do Oscar em 2015). No cinema de ficção, fotografou longas como "Bocaina" (2022), "Fortaleza Hotel" (2021), "Deslembro" (2018), "Mulher do Pai" (2016), "O Que se Move" (2012) e "Rânia" (2011). Na TV, fez a direção de fotografia da série "Me Chama de Bruna" (Fox).

Também está na Associação Brasileira de Cinematografia (ABC), do Coletivo de Mulheres e Pessoas Transgênero do Departamento de Fotografia do Brasil (DAFB).

13º Olhar de Cinema – De 12 a 20 de junho

A 13ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba exibe produções para as crianças, estreias nacionais e internacionais, obras de cineastas paranaenses e filmes clássicos, no Cine Passeio (R. Riachuelo, 410 – Centro); Cinemark Mueller (Av. Cândido de Abreu, 127, Centro) e no Teatro da Vila (R. Davi Xavier da Silva, 451, Cidade Industrial de Curitiba). A exibição especial de abertura é dia 12 de junho, na Ópera de Arame (R. João Gava, 920, bairro Abranches).

Os ingressos estão à venda no site oficial do evento com valores a partir de R$8 (meia-entrada). Todas as sessões no Teatro da Vila são gratuitas.

Os curtas-metragens brasileiros em exibição no festival também poderão ser assistidos gratuitamente, de 18 de junho a 7 de julho, na plataforma de streaming Itaú Cultural Play.

Programação completa e outras informações aqui, e também nas redes sociais oficiais do evento: Instagram @olhardecinema e Facebook.com.br/Olhardecinema. Verifique a classificação indicativa de cada filme e sessões com acessibilidade de audiodescrição.

A 13ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é realizada por meio do programa de apoio e incentivo à cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, sendo também o projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e pelo Ministério da Cultura – Governo Federal, com patrocínio do Itaú e Peróxidos do Brasil, apoio do Instituto de Oncologia do Paraná, Sanepar, Cimento Itambé, Favretto Mídia Exterior, e apoio cultural de Projeto Paradiso, Cine Passeio, Instituto Curitiba de Arte e Cultura. Verifique a classificação indicativa de cada filme e sessões com acessibilidade de audiodescrição. A produção é da Grafo Audiovisual.

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