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Projeto de lei sobre Guarda Municipal de Curitiba deixa de prever câmeras corporais ligadas em tempo integral

Câmara Municipal já barrou proposta que previa registro da atividade de guardas municipais em 2022

Projeto de lei sobre Guarda Municipal de Curitiba deixa de prever câmeras corporais ligadas em tempo integral
Substitutivo indica que a câmera corporal deve ser ligada em pelo menos 12 ações da Guarda Municipal. Foto: Arquivo/PMC
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O projeto de lei que regulamenta o uso de câmeras corporais para os guardas municipais de Curitiba foi modificado e agora não prevê mais a filmagem de todo o período de trabalho dos agentes. O substitutivo geral, apresentado pelo vereador Angelo Vanhoni (PT), agora prevê 12 tipos de situações em que as câmeras corporais deverão estar ligadas.

A proposta de Vanhoni tramita na Câmara de Curitiba desde 2023, mas ainda não tem data para ir a plenário. Antes disso, já houve proposta sobre o mesmo tema apresentada pelos então vereadores Renato Freitas (PT) e Dalton Borba (PDT), mas o projeto foi rejeitado pela Câmara em novembro de 2022, em parte por pressão dos guardas municipais que alegavam uma possível "perda de privacidade".

O novo substitutivo geral de Vanhoni alguns problemas de técnica legislativa apontados pela Comissão de Legislação e Justiça. Mas principalmente elimina a determinação para que o registro em áudio e vídeo, além do posicionamento via GPS, seja feito em tempo integral desde que o guarda inicia seu turno.

A proposta agora prevê a gravação obrigatória nas seguintes situações:

I - atendimentos de ocorrências de qualquer natureza;

II - atividades que demandem atuação ostensiva, sejam elas ordinárias, extraordinárias ou especializadas;

III - identificação e checagem de bens, documentos e pessoas;

IV - realização de buscas pessoais, veiculares e domiciliares;

V - ações operacionais que envolvam manifestações, controle de distúrbios civis, interdições ou reintegrações possessórias;

VI - cumprimento de determinações de autoridades policiais ou judiciárias e de mandados judiciais;

VII - atividades de acompanhamento de fiscalização e vistoria técnica em estabelecimentos comerciais, industriais e residenciais;

VIII - interações com custodiados e escoltas durante transporte para delegacias de polícia ou unidades prisionais;

IX - situações de resistência à atuação policial ou de potencial confronto;

X - patrulhamento preventivo e ostensivo em áreas de risco;

XI - diligências em que haja possibilidade de ocorrência de prisões, lesões corporais ou mortes; e

XII - atendimento e registro de acidentes de trânsito e outras emergências rodoviárias.

O projeto prevê que as gravações sejam armazenadas pelo poder público municipal por um período mínimo de cinco anos e que as imagens e áudios estarão à disposição de quaisquer partes interessadas.

Rogerio Galindo

Rogerio Galindo

Jornalista, um dos fundadores do Plural.

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