Apenas sete vereadores da Câmara Municipal de Curitiba assinaram até o momento o requerimento de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no Instituto Municipal de Turismo. O presidente do Instituto, José Luís Velloso, foi exonerado do cargo pelo prefeito Eduardo Pimentel (PSD) depois de vir à tona uma condenação judicial contra ele.
Nesta terça (20), o Plural revelou que a Prefeitura de Curitiba foi informada oficialmente sobre a existência de uma condenação judicial contra Zé Luis. Até então, Pimentel sempre negou que a administração municipal soubesse da ficha suja do secretário.
O requerimento de instalação de CPI, criado pela vereadora Giorgia Prates (PT), precisa de apoio de um terço da Câmara para ser levado adiante. Até agora, assinaram o documento os vereadores Angelo Vanhoni (PT), Camilla Gonda (PSB), Da Costa do Perdeu Piá (União), Laís Leão (PDT), Professora Angela (Psol) e Vanda de Assis (PT).
Na sessão desta terça (20), Giorgia Prates cobrou que os vereadores assinem o documento. A vereadora também fez uma dura crítica ao posicionamento de Indiara Barbosa (Novo), que usou a tribuna para questionar a apresentação de um pedido de CPI por uma parlamentar do PT. Indiara, em seu discurso, criticou o PT pelo desvio do dinheiro de aposentados do INSS, e deu a entender que os petistas não têm condições de questionar casos de corrupção.
Na sua resposta, Giorgia afirmou que a corrupção "deve ser apurada de onde vier". Giorgia disse que os desvios no INSS começaram no governo de Jair Bolsonaro (PL), e que o governo de Lula (PT) descobriu o caso e está se esforçando para corrigir o problema.
"Vi um discurso indignado da vereadora. Mas em momento nenhum ela respondeu se vai ou não assinar a CPI", disse Giorgia. "Ela tentou supor que há alguma hipocrisia da minha parte em apresentar esse requerimento. Veja só que audácia uma vereadora fazer o que manda o regimento", disse a petista, ironicamente, que classificou a estratégia de falar no caso do INSS como "cortina de fumaça" para esconder os problemas locais.