O governador Ratinho Jr. (PSD) disse que, caso o Senado não decida incluir os estados na Reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional, mandará um projeto de lei em seguida para a Assembleia Legislativa mudando as regras de aposentadoria do funcionalismo local. Segundo ele, é preciso "modernizar" o sistema.A declaração foi dada em entrevista à Catve, de Cascavel, durante passagem pela região. Ratinho afirmou que hoje a diferença entre o que o estado arrecada e o que paga de previdência é de R$ 8 bilhões, e que o déficit cresce a uma taxa anual de R$ 700 milhões. A perspectiva, segundo ele, é de que ainda no seu mandato, caso nada mude, esse acréscimo anual chegue a R$ 1 bilhão.Na votação na Câmara dos Deputados, optou-se por não discutir a reforma previdenciária de estados e municípios. Isso pode mudar por decisão do Senado, que deve analisar o tema no recesso do retorno parlamentar.Hoje, segundo Ratinho, os estados, somados, chegam a um déficit de R$ 100 bilhões por ano - o que equivale em dez anos à economia de R$ 1 trilhão que o governo federal pretende fazer com a atual reforma. Só Minas Gerais estaria com um déficit anual de R$ 18 bilhões.Ratinho não disse quais seriam as possíveis regras da nova previdência estadual caso parta dele a iniciativa da reforma. Certamente, porém, a mudança sofrerá resistência dos sindicatos, que já estão descontentes com o governador.Sobre a greve recente do funcionalismo e o reajuste parcelado de 5% que acabou concedendo, o governador disse imaginar que isso não abale sua popularidade. "O paranaense não gosta de greve, gosta de trabalho", afirmou.Os servidores paranaenses estavam sem reposição nenhuma da inflação desde 2016 e acumulavam mais de 17% de perdas. Com o reajuste autorizado por Ratinho, que será parcelado até 2021, ainda restam 12% que sequer foram negociados.
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