O anúncio da contrataçãode 3.038 novos servidores para a segurança pública do Paraná foi dado noquartel da Polícia Militar, em Curitiba, nesta quinta-feira (4). Além de doismil policiais militares e 400 bombeiros, o governo vai selecionar 50 delegados, 300 investigadores e 50papiloscopistas para a Polícia Civil. Para as cadeias, 238 agentes.Para as penitenciárias, nenhum.
A medida chama atenção, jáque o déficit de profissionais nas prisões do estado chega a 4,1 mil agentes. “A falta de servidores penitenciários é um dos maioresgargalos do sistema. Desde 2010, o número de presos nos presídios do Paranásubiu de 14 mil para 22 mil, enquanto o número de agentes caiu. Das 4.131 vagasna carreira de agente penitenciário, atualmente, apenas 3.069 estão ocupadas”, alertanota do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).
A entidade reforça a importância dos agentes de cadeia, que serão contratados por tempo determinado, via Processo Seletivo Simplificado (PSS). No entanto, “a quantidade está muito aquém da necessidade para suprir a falta de servidores no sistema penitenciário do Paraná. Há seis anos não há concurso público para agente penitenciário no estado”.

Para atender ademanda da segurança pública há, segundo o Sindarspen, a necessidade decontratação imediata de 4,3 mil agentes e outros 2,1 mil para as novas unidadesque devem ser inauguradas pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen/PR).
Os agentes decadeia são contratados temporários e atuam nas carceragens de delegacias. Já osagentes penitenciários são concursados e atuam em presídios. “A falta deagentes penitenciários compromete a segurança dos presídios e de toda asociedade já que tudo que acontece numa unidade penal tem repercussão direta naprática de crimes nas ruas.”
O Sindarspen defende a implantação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) que viabilize a realização de novos concursos público para a categoria. O projeto, construído com a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SESP), está em andamento na Alep. “Esperamos que a mesma atenção dispensada pelo governador às Polícias Civil e Militar seja dada também aos servidores penitenciários, tão essenciais à segurança pública”, afirma o manifesto.