A organização da Parada Cultural LGBTQIA+ de Londrina definiu o trajeto do evento que acontece no próximo domingo (7): a partir das 14h, participantes se reúnem no início do Calçadão da Avenida Paraná, esquina com a Rua Hugo Cabral (próximo ao antigo coreto) e seguem até a rotatória da Higienópolis com a Juscelino Kubitschek.
A Parada volta ao formato de passeata após duas edições realizadas no Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa, o chamado "Buracão". Este ano, a intenção era fazer novamente no local, porém, com as exigências excessivas das forças de segurança e de outros órgãos, a ONG D.O.C.Ê e a Produtora Flapt!, organizadoras da Parada, optaram por mudar.
O evento deveria ter ocorrido no último domingo (30), mas acabou adiado.

Negociação

Segundo Guilherme Lupin, presidente da ONG D.O.C.Ê., a definição do trajeto da Parada Cultural LGBTQIA+ aconteceu após reunião nesta terça-feira (2) com representantes da Polícia Militar; das secretarias municipais de Cultura, Defesa Social e Meio Ambiente; da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU); do Corpo de Bombeiros e das promotoras Suzana de Lacerda e Révia Luna (24ª e 20ª Promotorias de Justiça de Londrina). Também participaram representantes dos mandatos das deputadas federais Carol Dartora e Lenir de Assis e da vereadora Paula Vicente, todas do PT.
Lupin faz um chamado para que a população participe do evento."É muito importante que vocês compareçam. Toda essa luta, toda essa energia gasta, só vai fazer sentido se vocês estiverem lá com a gente", diz.
Para ele, a Parada é um momento de revivindicação de direitos e de visibilidade. "A gente conta com vocês, com os familiares, com todos os aliados, aliadas e aliades. Que nossa manifestação seja linda, pacífica e seja uma das maiores manifestações políticas que Londrina já viu".
Além da luta para acontecer, a Parada Cultural LGBTQIA+ de Londrina enfrentou esse ano outro entrave para garantir a participação das famílias. Uma lei aprovada pela Câmara de Vereadores proibia a presença de crianças e adolescentes no evento, mas uma ação impetrada pela OAB acabou acatada pelo TJPR, que derrubou a decisão (relembre aqui).
