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A luta contra o machismo também é dos homens, diz ministra das Mulheres Márcia Lopes

Com exclusividade, a ministra falou das ações para melhorar a avaliação do governo e combater a violência de gênero

A luta contra o machismo também é dos homens, diz ministra das Mulheres Márcia Lopes
Márcia Lopes, ministra das Mulheres. Foto: Leandro Taques
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O Paraná tem duas ministras no Governo Lula. E uma delas, Márcia Lopes, está há menos de duas semanas no cargo. A nova ministra de Mulheres assumiu com duas missões: dar mais visibilidade à pasta, focando em aspectos econômicos e sociais das mulheres e melhorar a imagem do presidente perante o público feminino, que é a maioria do seu eleitorado.

Natural de Londrina (PR), assistente social com especialização na área de Criança e Adolescente e com Mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a ministra conversou com exclusividade com o Plural.jor sobre combate à discriminação, violência de gênero, fake news, do trabalho político e da importância de a sociedade se unir. “O problema é que há de fato as fakes news, a falta de acesso a essas informações pelas próprias mulheres. Por isso, o meu compromisso de dialogar”, direcionou a ministra.

A senhora foi convocada pelo presidente Lula para assumir o Ministério das Mulheres e dar um novo ritmo para esse ministério. Qual é a intenção neste momento?

O presidente Lula me pediu que a gente pudesse ampliar as ações do ministério, mobilizar mais ainda os outros ministérios para que as mulheres tenham acesso às políticas públicas para que a gente crie estratégias de mobilização na sociedade brasileira, em defesa das mulheres contra todo tipo de violência. Então nós estamos muito animadas com isso, tenho falado com os ministros e ministras.

Vamos fazer um trabalho conjunto também com os estados e com os municípios. Vamos enfrentar essa escalada de violência contra a mulher dialogando com as instituições, com as universidades, com os sindicatos, trabalhadores,  com os movimentos sociais. Nós vamos dar continuidade a tudo aquilo que tem sido estratégico e vamos ampliar para que de fato, o Brasil, um dia não chegue mais nesse nível de violência, de desrespeito, como nós vivenciamos nesta semana, em relação à ministra Marina.

A popularidade do presidente Lula entre as mulheres caiu. A senhora entende que o governo tem desempenhado um bom trabalho para as mulheres e por quê a avaliação caiu?

Nós temos um dilema sempre,  que é em relação à própria Oposição e à forma como as coisas são divulgadas. Por isso também tomei a decisão de falar com a população todos os dias, dando uma entrevista em alguma rádio desse Brasil, também utilizando as redes sociais para bem informar a população.

O presidente Lula aprovou a lei da igualdade salarial, o presidente Lula aprovou a lei onde as empresas que licitem, ganham as licitações, contratem as mulheres, vítimas de violência. Há muitas leis importantíssimas e programas de prevenção, a construção das Casas da Mulher Brasileira. Em Curitiba, eu visitei a Casa da Mulher Brasileira  e devemos construir até o ano que vem mais de 40 novas casas. Também o Centro de Referência da Mulher Brasileira. 

Enfim, a política é fundamental à política pública, o presidente Lula sempre teve absoluto compromisso com isso. O problema é que há de fato as fakes news, a falta de acesso a essas informações pelas próprias mulheres. Por isso, o meu compromisso de dialogar.

Estou marcando uma reunião com o Fórum de Mulheres Quilombolas para um grande seminário nacional, com as mulheres indígenas, com as catadoras de material reciclável, com quem faz a vida funcionar e de fato, dinamiza, essa sociedade.

A luta contra o machismo e a defesa das mulheres é uma luta só das mulheres ou também é dos homens?

É uma luta também dos homens. Inclusive, na ONU Mulheres, eu participei  de uma renovação de uma nova articulação, que o Edgar Preto assumiu a articulação nacional junto ao “Programa He for She”, Eles por Elas. Nós também vamos dialogar com os homens. Vamos definir estratégias para que eles compreendam e para que a gente inclusive entenda de fato o que acontece. Nós não podemos ficar repetindo que é uma questão cultural, que é o machismo, não podemos continuar reproduzindo isso. Nós temos que verdadeiramente ter um basta nessa questão. E se todas as pessoas, se a sociedade assumir isso, nós teremos um novo momento e uma nova realidade no país.

Manoel Ramires

Manoel Ramires

Jornalista, redator, produtor, assessor de imprensa e assessor político, desenvolvendo a identidade e linha editorial de veículos de comunicação e mídias sociais

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